Ciclo de Cinema Luso-Brasileiro

TODAS AS SEXTAS E SÁBADOS - NOVEMBRO 2020

O Screenings Funchal apresenta pela primeira vez no Funchal um ciclo dedicado à cinematografia de dois países que têm muitas e importantes coisas em comum. Preparamos um conjunto de obras de jovens cineastas de talento inegável:

Basil da Cunha – PT (O FIM DO MUNDO) realizou   e   produziu   curtas-metragens entre elas A Côté (Festival de Locarno e Grande Prémio do Festival de Vila do Conde). Em 2009, instala-se na Reboleira, onde realiza: Nuvem e Os Vivos Também Choram, seleccionados para o Festival de Cannes. Em 2012, termina a formação em cinema na HEAD (Genebra) com a sua primeira longa-metragem Até Ver a Luz, também seleccionada para Cannes. Leciona na HEAD, em Genebra, desde 2013. Esta sua segunda longa-metragem, esteve em competição no Festival de Locarno em 2019.

Marília Rocha – BR (A CIDADE ONDE ENVELHEÇO) vive e trabalha em Belo Horizonte. Dirigiu os filmes Aboio (2005), melhor filme no festival É Tudo Verdade; Acácio (2008); e A Falta que me faz (2009), melhor filme Festival de Cinema Latino-Americano de São Paulo. Em 2011, teve uma retrospectiva no festival Dockanema, em Moçambique, e foi homenageada no festival Visions du Réel, que dedicou uma mostra especial aos seus trabalhos, na Suíça. Foi uma da fundadora do centro de produção Teia, do qual participou durante 10 anos. Atualmente, é parceira de Clarissa Campolina e Luana Melgaço na Anavilhana.

Cláudia Varejão – PT (AMOR FATI) nasceu no Porto e estudou realização no Programa de Criatividade e Criação Artística da Fundação Calouste Gulbenkian em parceria com a German Film und Fernsehakademie Berlin e na Academia Internacional de Cinema de São Paulo. Estudou ainda fotografia no AR.CO. É autora da trilogia de curtas-metragens Fim-de-semana, Um dia Frio e Luz da Manhã. Ama-San, retrato de mergulhadoras japonesas, foi a sua estreia nas longas metragens, recebendo dezenas de prémios em todo o mundo, seguindo-se No Escuro Do Cinema Descalço Os Sapatos. A par do seu trabalho como realizadora desenvolve um percurso como fotógrafa e é professora convidada no AR.CO e na Universidade Católica do Porto. O seu trabalho, tanto no cinema como na fotografia, documentário ou ficção, vive da estreita proximidade com os seus retratados.

Tião – BR (ANIMAL POLÍTICO) nasceu em 1983 é um dos fundadores da Trincheira Filmes, uma produtora sediada em Recife. Antes desta sua primeira longa-metragem, Tião realizou as curtas Eisenstein (2006), ao lado de Leonardo Lacca e Raul Luna; Muro (2008), e Sem coração, assinado também por Nara Normande. Estas últimas duas curtas-metragens foram premiadas no Festival de Cannes.

Este ciclo pretende promover algumas das mais recentes e belíssimas obras cinematográficas destes dois lados do Atlântico. Cinematografias que injustamente não são muito divulgadas no nosso país apesar de qualquer uma delas estar num pico de popularidade invejável, a analisar pela presença dos mesmos em grandes festivais e nos importantes prémios que ganham com regularidade.